sexta-feira, 2 de abril de 2021

AS PALAVRAS DE JESUS NA ÚLTIMA CEIA!...

Na Última Ceia, na verdade, o Mestre da Galileia traçou um perfil sintetizando os principais acontecimentos ligados à Sua Doutrina, ao despedir-se dos Seus Discípulos; onde afirmou: Em sendo a derradeira pausa nestes instantes de iminentes e desditosos presságios, quando a calmaria branda se posta ao longe e vem rasgar a penumbra deste convívio ameno sob a luz pálida da candeia, que nos testemunha a verdade insólita, almejo convosco partilhar os símbolos da Fé na Excelsa Presença Eterna e Onisciente do meu Pai. E na inexorável certeza de que entre vós outros caminhei, vivi, jejuei, renunciei e venci o caos. Enfim, amei a Humanidade, ora diminuta, como amo o universo que nos contém. Os elementos naturais de subsistência que me são ensejados distribuir vivificam-se agora pela Divina Razão e vos farão indestrutíveis em vossas convicções, pois que a eternidade é ali e não alhures, e muito tempo dispõe o Pai para sanear, aperfeiçoar e granjear os filhos desta Aurora, mesmo que inúmeras vezes repitam o acidentado percurso entre o Céu e a Terra. Este é, pois, o Pão da Vida que deveis embeber com o Néctar da Salvação. Radiosa é a luz que vossos corpos traduzem, pois que, neste momento de integração, saciados estais da Presença Trina que em mim se opera por divina integração com Ele e que recâmbio a vós outros em Ponte de Superior e Indefinível Energia que sustentará os Mundos, indiferente aos abalos que a dependência, o cativeiro, o martírio, a conveniência ou a independência dos credos promoverá. Esta é, para todo o sempre, a Força-Luz, Fio-Energia ou Linha da Vida que se perpetua na ligação com o Deus inviolável, por si só incorruptível, posto que imaterial: 1 – Não vos conclamo à obediência cega ao Tratado do Meu Pai. Não antes que, verdadeiramente, aceiteis os preceitos que constituem a Sagrada Lei. Contudo, rogo-vos discernimento e apreço no trato e na lida subjetiva que vos hão de envolver com o Divino Ministério. 2 – Não vos exorto à fidelidade irracional em Memória de Mim, Homem Carnal, mas acurado desvelo com as palavras do Cordeiro, Arauto da Renovação, imolado em favor dos Gentios contra a saga dos poderosos e os órfãos da fé. 3 – Que não se entranhem no vácuo os Ditames Dele nem que se grafe na areia o Verbo-Luz, mas que se O grave na argila moldável que, mesmo ressequida, conserva integralmente as fibras de sua formação, tal qual o coração errante que nos exalta à vida, sedento de Amor qual o sal ávido de água. 4 – Conheço-vos a legitimidade do Ser, posto que Matéria e Espírito Sou, à vossa semelhança, originários do mesmo Pai. Amealhei ao sabor dos Mundos os mesmos padrões éticos. Todavia, o Empuxo Divino socorre-me o simples declínio, como a vós outros também. Há, pois, que se meditar para transcender. Assim é que, em supremo desprendimento, elevo-me até Ele na transposição carne-espírito, e por Seu dispor e por Sua intercessão alcanço a Superior Conjugação com a Fonte Indelével que me induz à inspiração. 5 – Muitos, na decantação da fé, serão honorificados como Homens-Terra em detrimento do Espírito, lançados pela alavanca do poder material em vertiginosa queda moral, principalmente os condutores de massa como representantes do meu Pai (Líderes Religiosos). Serão instituídos, à mercê das conveniências, os Dogmas eternos, instrumentos de temor muito mais que de respeitoso amor, posto que assentados na ocultação da veracidade, cujo roteiro será o da transgressão do conteúdo ditado, por infiel e propositado incentivo à ignorância. 6 – Ide, por fim, imbuídos da paz, pois em verdade vos devo dizer: o pão e o vinho faltarão às mesas como alimento do corpo, mas a fé sobreviverá à fome e à guerra, se bem plantada for a árvore da redenção que carregais dentro de vós, transbordante de nobres e saudáveis frutos. 7 – Não vos preocupeis com o inusitado, com o insólito, posto que o martírio transforma a carnadura do homem, mas não lhe altera o espírito intocável. Não vos envergonheis pela negação que vos surgirá como espinho. Ela surgirá, bem o sei, mas despida da traição e da pusilanimidade que lhe serão atribuídas como peso dos fatos. A densidade do momento promoverá o acaso e a pressão. Não vos confineis à dor, pois asseverado está que o Amor que devotais hoje ao Enviado dos Céus ressurgirá imaculado após a tempestade para dar continuidade à obra agora esboçada e que vos tomará por Artífices da Renovação. Rogo-vos, por fim, no dispersar deste proveitoso concílio, ao odor azeitado que impregna o ar nesta chama simbólica, quando a consumação se impõe na hora final: Não vos intimideis com ameaças e efetivação das práticas da flagelação que sofreremos em nossa integridade carnal, pois que transcendemos aos males físicos e ao jugo moral dos que tomamos por semelhantes. Sobre vós estarei pairando como a bruma que vos humedece a pele. Acima das convenções estaremos Nós, Eu e Meu Pai, para vos guiar. Somos pelo Amor do Cristo, Senhor nosso e Irmão Maior. Texto extraído do livro; “Adventos Crísticos”, de Adolfo Marques dos Santos. 2021-04-02 José Capinha.