sábado, 24 de dezembro de 2016
A ORIGEM DA CEIA DE NATAL...
A Ceia de Natal, no passado era celebrada na Páscoa, conforme consta nos Textos do Antigo Testamento, era um Ritual ou Cerimónia que era cultuada pelos Pastores Nómadas do Deserto, pelos Clãs, especialmente pelo Clã Tote, que incluía as seguintes características:
a) O Ritual era realizado no seio da Família ou Clã; não tinha Altares, Santuários e Sacerdotes ou qualquer influência do culto oficial;
b) Era celebrado por Pastores Nómades ou Seminómades;
c) O acto central desse Ritual era o Sacrifício de um jovem animal do rebanho de Cabras ou Ovelhas;
d) A Cerimónia ocorria no fim do Inverno e início da Primavera (mês de Abril), numa noite de Lua Cheia;
e) Esse Ritual foi celebrado pelo “Clã Tote, por Abraão, Isaac e Jacó”, e por outros Profetas, pois eles eram pastores.
A cada ano, na Primavera, quando o vento quente do Deserto, anunciava a prosperidade das pastagens, as ovelhas, os pastores, as suas famílias, bem como os seus rebanhos saiam para procurar esses lugares para dar de comer às suas ovelhas.
Mais tarde a Páscoa passou a ser celebrada pelos Israelitas: da sedentarização até o início da Monarquia (1200 - 1040 a.C.) durante cerca de 150 anos.
f)Foi nesse período de difícil adaptação que se dá a integração da Festa dos Pães Ázimos e a Páscoa.
Apesar da Páscoa manter boa parte de seu Antigo Ritual, o Povo Israelita procurou encontrar outros motivos para a celebração.
A Cerimónia continuou a ser celebrada em Família, mas a Páscoa deixou de ser um Ritual ligado à Troca de Favores Divinos, para tornar-se uma memória da acção de Graça a Deus, por ter salvando o Povo Hebreu da escravidão no Egipto.
g) O mais primitivo Ritual da Páscoa encontra-se descrito no livro Êxodo (12.21-28).
A celebração possui a Dimensão Profética da contínua presença salvadora de Deus junto ao seu Povo.
Jesus captou essa amplitude da celebração quando disse: "Fazei isso em memória de mim... até que Ele venha".
No ano de 325 d.C., o Imperador Constantino Magno, no Concílio de Nicéia, impôs que a Ceia da Páscoa passasse a ser celebrada no dia 25 de Dezembro, mas contou com a oposição do então Papa, Silvestre I e do seu Escudeiro Lomélium Onofre, por não constar na Bíblia.
Então a Ceia de Natal só viria a ser incluída na Igreja Roma, no ano 336, por ordem do Papa, Júlio I. No entanto esta ordem só viria a ser aplicada oficialmente no ano 613, por ordem do Papa Dionísio.
Mas foi o Papa Gregório VII, que em 1073, com a Grande Reforma da Igreja Católica, incluiu a Ceia de Natal (dia 25 de Dezembro) nas Festas Litúrgicas oficiais da Igreja.
No entanto só em 1582 o Papa Gregório XIII, no Concílio de Trento, quando implantou o Calendário Gregoriano, tal como existe hoje, fixou a Ceia de Natal dia 25 de Dezembro e o Dia de Reis, a 6 de Janeiro. Tal como fixou a Semana Santa e a Pascia na Lua Cheia do Solstício da Primavera. Ratificando a Ceia de Natal (25 de Dezembro) como a Festa da Família.
Texto extraído dos seguintes livros:
“Livro do Êxodo”
Livro da Bíblia, “Velho Testamento”;
Livro da “História dos Tempos Bíblicos”;
Livro “Natal e Páscoa na Tradição Iniciática” de Omraam Mikhael Aivanhov
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